Quando a Sabedoria Grita

Há dias em que Deus não fala baixinho.
Ele grita.

Provérbios 1 descreve a Sabedoria como alguém que vai para o meio da rua, levanta a voz e chama por quem está distraído, acelerado, orgulhoso, cansado demais para ouvir — ou convencido demais para aprender. E, se formos honestos, essa pessoa somos nós.

A maior ironia espiritual do nosso tempo é simples:
Nunca tivemos tanto acesso a informação — e nunca fomos tão pobres de sabedoria.

Podemos ter diplomas na parede, cursos no currículo, carreiras brilhantes, mas Provérbios lança a pergunta que desmonta o ego moderno:

“O temor do Senhor é o princípio do conhecimento.”
(Pv 1:7)

Ou seja: Não importa o quanto sabemos. Importa quem seguimos.
E se não seguimos o Senhor, todo o resto é só barulho disfarçado de inteligência.

Sabedoria não é saber — é viver.

A cultura diz que informação é poder.
A Bíblia diz que poder é obedecer.
E obedecer exige humildade — uma palavra tão fora de moda quanto “temor do Senhor”.

Temor não é terror.
É lucidez espiritual.
É enxergar Deus como Ele é — e se enxergar como realmente somos.

Quem teme ao Senhor não vive assustado;
vive acordado.

Enquanto isso, Provérbios nos lembra de outra verdade incômoda:
Sabedoria pode ser ignorada.
E, quando ignorada, ela cobra caro — não por vingança, mas por consequência.

O grande teste não está no que você sabe, mas no que você pratica.

Jesus já tinha dito isso séculos depois:

“Quem ouve minhas palavras e as pratica é como quem constrói sobre a rocha.” (Mt 7:24)

Sabedoria não está no discurso, mas na postura.
Não está na teoria, mas no caráter.
Não está no plano, mas no passo.

E aqui vai um confronto direto:
Quando Deus fala, você ouve… ou negocia?
Você acolhe… ou analisa?
Você obedece… ou posterga?

Provérbios 1 afirma que os tolos “desprezam a sabedoria e a instrução”.
Hoje, isso pode estar disfarçado como:

  • “Eu já sei disso.”
  • “Esse texto é para alguém que eu conheço…”
  • “Eu entendi, mas não é bem assim…”
  • “Um dia eu melhoro.”

O tolo não é ignorante.
É resistente.

A sabedoria está disponível — mas não é automática.

Deus abre a porta.
Mas você decide se entra.

Provérbios 1 revela três realidades espirituais profundas:

  1. A sabedoria chama — ninguém poderá dizer que não foi avisado.
  2. A sabedoria pode ser ignorada — porque Deus não força ninguém.
  3. A sabedoria rejeitada vira arrependimento tardio — quando não há mais como voltar e refazer escolhas.

Não é uma ameaça.
É um alerta amoroso.
É Deus dizendo:
“Filho(a), não espere perder para começar a ouvir.”

O que você aprendeu?

É: “O que você vai mudar?”**

Sabedoria é transformação, não inspiração.
É prática, não teoria.
É arrependimento, não argumento.
É ouvir e obedecer — antes que as consequências se tornem professoras mais duras do que precisariam ser.

Se Provérbios 1 é o início da jornada, então este é o convite:
Troque a pressa pela escuta.
Troque a opinião pela humildade.
Troque a autossuficiência pelo temor do Senhor.

Porque sabedoria não é o que enche a mente.
É o que molda o coração.

E, no fim das contas, a vida inteira depende disso.

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