A Conexão Vital

As Sete Condições para Ver o Reino

“Se alguém não permanecer em Mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.”
(João 15:6)

Há uma força inquietante nessas palavras de Jesus.
Ele não fala de punição arbitrária, mas de consequência espiritual inevitável.
Estar fora d’Ele não é apenas desobediência — é desconexão da Fonte da vida.
O galho não é expulso da videira; ele se seca por não permanecer ligado.

O perigo da desconexão disfarçada

Vivemos numa geração que fala sobre Cristo sem permanecer em Cristo.
Muitos decoram Suas palavras, mas não suportam Suas podas.
Querem o fruto, mas rejeitam o processo; desejam a bênção, mas evitam a ligação constante.

“Estar em Cristo” é mais do que crer — é habitar.
É viver enraizado n’Ele, nutrido por Sua seiva, moldado por Sua vontade.
Quem apenas visita a presença não floresce; quem habita nela, mesmo em silêncio, frutifica.

A desconexão hoje é sutil. Ela não vem com rebeldia declarada, mas com distrações sofisticadas.
O coração vai se afastando pouco a pouco, até que a fé vira lembrança e a devoção vira aparência.

O fogo não é castigo, é revelação

O fogo que consome o galho seco não é vingança divina — é exposição da verdade:
o que não está ligado à Vida, não pode permanecer.

Fora de Cristo, tudo se fragmenta.
Projetos murcham, relacionamentos se esvaziam, o sentido se dissolve.
Porque sem Ele, toda vitalidade espiritual se transforma em existência mecânica — movimento sem propósito, rotina sem raiz.

Permanecer é resistir ao ego e à pressa

Permanecer em Cristo é ir na contramão da lógica moderna, que valoriza velocidade, visibilidade e independência.
O Reino, ao contrário, cresce na lentidão da permanência.
É um convite à intimidade constante, não ao entusiasmo passageiro.

É fácil estar em Cristo no domingo; difícil é permanecer na segunda, quando a poda vem, o silêncio pesa e o fruto demora.
Mas é ali que se prova quem está realmente ligado à Videira.

Frutificar não é performar

No Reino, o fruto não nasce do esforço, mas da conexão.
Não é sobre fazer mais, mas sobre ser mais d’Ele.
O ramo não precisa se esforçar para frutificar; precisa apenas não se soltar.

Enquanto o mundo corre atrás de produtividade, Jesus fala de permanência.
Enquanto o mundo busca sucesso, o Reino busca raiz.

O Reino começa na permanência

Essa é a sétima condição para ver o Reino de Deus:
estar em Cristo — e permanecer n’Ele.
Tudo o que está fora d’Ele está condenado à secura.
Tudo o que permanece n’Ele floresce, mesmo em meio à dor, porque a seiva da graça continua circulando.

As sete condições revelam uma verdade profunda: o Reino não é visto por quem apenas observa, mas por quem vive em comunhão com o Rei.
Arrependimento, conversão, novo nascimento, regeneração pelo Espírito, comunhão com Cristo, justiça interior e permanência n’Ele — são os degraus de uma mesma escada que conduz ao coração de Deus.

O Reino não é um destino futuro.
É uma realidade presente, vivida por aqueles que estão enraizados no Cristo vivo — e que descobriram que fora d’Ele, nada floresce, mas n’Ele, até o deserto dá frutos.

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